Tireoide “preguiçosa”: pouca produção hormonal. Comum em cães — letargia, ganho de peso e queda de pelos.
O hipotireoidismo ocorre quando a glândula tireoide produz menos hormônios do que o corpo precisa. Como esses hormônios regulam o metabolismo de praticamente todos os órgãos, a falta deles deixa o organismo inteiro “em marcha lenta”.
É uma das doenças endócrinas mais comuns dos cães, em especial de meia-idade e de raças como Golden Retriever, Labrador, Doberman, Cocker e Dachshund. Em gatos é raro como doença espontânea. Por ter sinais discretos e progressivos, costuma passar despercebido por meses.
A confirmação vem da dosagem dos hormônios tireoidianos (T4 total e livre) associada ao TSH, sempre interpretada junto com o quadro clínico — doenças não tireoidianas e alguns medicamentos podem derrubar o T4 e confundir o diagnóstico. Por isso a avaliação de um endocrinologista faz diferença: evita tanto o falso diagnóstico quanto o tratamento desnecessário.
O tratamento é a reposição diária do hormônio tireoidiano (levotiroxina), em dose individualizada. A resposta costuma ser visível em poucas semanas: o pet volta a ter energia, o pelo renasce e o peso se normaliza. O acompanhamento periódico com dosagens garante que a dose continue correta ao longo da vida.
Na maioria dos casos é uma condição definitiva, mas de controle excelente: com a reposição hormonal diária, o cão leva uma vida absolutamente normal, com a mesma expectativa de vida de um cão saudável.
A levotiroxina é um medicamento acessível e de administração simples, geralmente 1–2 vezes ao dia, que pode ser dada com um petisco.
Não. Alergias, dermatites e deficiências nutricionais causam sinais parecidos. A diferença é que no hipotireoidismo a queda costuma ser simétrica e sem coceira — mas só o exame hormonal confirma.